ui Costa deixou uma defesa firme de Gianluca Prestianni e garantiu que o médio argentino “não é racista”, numa intervenção em que procurou proteger o jogador e, ao mesmo tempo, reafirmar a posição institucional do Benfica no combate à discriminação.
O presidente encarnado assumiu que o caso gerou desconforto interno, tanto no clube como no balneário, e revelou que houve conversas sobre o tema. Ainda assim, foi perentório ao afirmar que Prestianni está a ser “crucificado” publicamente e que, no entendimento do Benfica, não corresponde à imagem que lhe tem sido atribuída.
Rui Costa sublinhou que a polémica não coloca em causa a identidade histórica do Benfica, lembrando que o clube se assume como inclusivo e antirracista. Nesse contexto, deixou uma mensagem forte, se Prestianni fosse racista, já não representaria o Benfica.
O líder das águias admitiu também que, em contexto de jogo, são frequentes trocas de insultos e provocações entre jogadores, sugerindo que o próprio Prestianni poderá igualmente ter sido ofendido. Ainda assim, evitou desvalorizar a dimensão humana do caso, insistindo na necessidade de separar o ruído mediático da avaliação do caráter do atleta.
Com estas declarações, Rui Costa fecha fileiras em torno do jogador argentino e procura recentrar o debate em duas ideias, a confiança interna no atleta e a tolerância zero do Benfica perante qualquer comportamento racista.

