A equipa de andebol do Sporting queixou-se de um cheiro intenso no balneário da Dragão Arena, à chegada para o jogo do campeonato frente ao FC Porto. De acordo com o relato, o odor foi associado a lixívia ou a algo tóxico, levando a equipa leonina a equipar-se fora das cabinas. Perante a impossibilidade de permanecer no balneário, o staff do Sporting deslocou-se para um corredor.
A situação teve consequências físicas em elementos da comitiva. O treinador Ricardo Costa e o pivô Moga foram assistidos no local, foi chamada uma ambulância e, por indicação da equipa médica que se deslocou ao pavilhão, ambos foram transportados para o hospital. O relato refere ainda que outros jogadores do Sporting também se sentiram indispostos.
O momento em que Moga recebe assistência na ambulância no Dragão Arena. pic.twitter.com/Q2wzuqaQh4
— Sporting CP Adeptos 🏆🏆 NOVA (@SportingAdep06) March 28, 2026
Os delegados ao jogo presentes no local descreveram o cheiro como “adormecedor”. O encontro, inicialmente marcado para as 18h00, esteve em risco, mas a decisão final ficou do lado dos delegados, que consideraram existirem condições para avançar com a partida. O jogo acabou por iniciar às 18h15.
A BOLA apurou que esta informação não foi comunicada pelos delegados à Federação de Andebol de Portugal. O caso levanta questões sobre o procedimento adotado em situações de potencial risco num recinto desportivo e sobre a cadeia de comunicação institucional em jogos de alta exigência.
Com jogadores e equipa técnica afetados e com recurso a assistência médica no local, o episódio promete ter continuidade fora das quatro linhas, até porque envolve condições de segurança e saúde num pavilhão que recebe jogos de topo.

