A disputa entre FC Porto e Fábio Veríssimo entrou numa nova fase, com o árbitro a apresentar participação disciplinar por denúncia caluniosa, participação que já originou a abertura de um processo pelo Conselho de Disciplina. O ponto de partida é o arquivamento do processo anteriormente movido pelos dragões contra o juiz da AF Leiria, no qual o clube alegava conduta imprópria durante o jogo com o Arouca, da 7.ª jornada da Liga.
Com o caso arquivado, Veríssimo avançou com a sua própria participação, sustentada no artigo 112.º-A do Regulamento Disciplinar, que prevê sanções quando um clube denuncia um agente desportivo com consciência da falsidade da imputação. Se a queixa for considerada procedente, o FC Porto pode ser multado entre 2.550 e 25.500 euros.
No processo original, o FC Porto defendia que o árbitro teria ameaçado dirigentes do clube com futuras expulsões e intimidação, alegando que tais ameaças se concretizaram no encontro com o SC Braga, quando Henrique Monteiro, gestor executivo do clube, foi expulso. Os dragões sustentavam ainda que, em Arouca, Veríssimo se teria dirigido a vários elementos da estrutura, com frases específicas e referências diretas.
A Comissão de Instrutores, porém, não considerou provadas as alegações nem encontrou uma relação de causalidade entre os alegados comentários e a expulsão posterior, decisão que levou ao arquivamento e abriu caminho ao contra ataque do árbitro.

