Luís Godinho assinala bem o penálti porque vê perfeitamente que Barreiro é agarrado dentro da área. O problema surge depois, quando Manuel Mota, no VAR, decide dizer que não há nada e invalida uma decisão correta tomada em campo.
Existe uma imagem clara, captada por detrás da baliza, que mostra todo o lance. Barreiro é agarrado de forma evidente e inequívoca, sem qualquer dúvida possível. Ainda assim, o penálti é revertido.
O critério muda quando a camisola é outra. Se fosse o Samu, jogador do FC Porto, como aconteceu na semana passada, o penálti teria sido mantido. No jogo frente ao Gil Vicente, ninguém se opôs à grande penalidade assinalada a favor dos azuis e brancos por um agarrão semelhante.
Em Guimarães, o FC Porto voltou a ser beneficiado, com dois penáltis claros por assinalar contra si. Situações repetidas, decisões sempre no mesmo sentido e um padrão que começa a ser impossível de ignorar.
As regras são as mesmas para todos, mas a sua aplicação não é. Quando o mesmo tipo de lance tem leituras diferentes consoante o clube envolvido, a credibilidade da arbitragem fica seriamente comprometida. E isto já não é opinião, é um padrão visível para quem quiser ver.


