A frase de José Mourinho, de que o Benfica está a jogar “dois campeonatos”, voltou a ser usada como base para uma crítica sobre penáltis, VAR e critérios. Num texto que circula nas redes, o autor diz que parte dos benfiquistas desvaloriza a mensagem, mas defende que o problema não é a posição na tabela, é a sensação de regras diferentes conforme o clube.
O texto aponta para uma narrativa recorrente, o Benfica “tem muitos penáltis a favor”. Para o autor, essa ideia tornou-se uma desculpa prática, como se existisse um limite informal, a partir do qual o Benfica deixaria de ter penáltis assinalados a favor, independentemente do que acontece em campo.
Como prova, são apresentados três exemplos. Primeiro, um jogo da Taça de Portugal em que o Benfica foi eliminado, com um lance descrito como claro e evidente para penálti, mas que nem árbitro nem VAR assinalaram. Segundo, um jogo do campeonato frente ao AFS em casa, com um penálti por marcar, com dinâmica semelhante a um lance que aconteceu no Dragão, novamente sem decisão favorável.
O terceiro exemplo é um penálti contra o Benfica no jogo com o Arouca, alegadamente com a mesma dinâmica dos anteriores, mas aqui com o VAR a chamar e o árbitro a marcar. A crítica aponta incoerência nos argumentos, proximidade e ressalto servem para justificar o não, mas não servem quando é para marcar contra. A conclusão é dura, não há penáltis a favor porque “já há muitos”, e contra é para assinalar tudo.

