Octávio Machado: «Bruno de Carvalho não é um leão, é um gatinho, um miau miau»

“Não me ofende quem quer, só quem pode. Bruno de Carvalho não tem autoridade moral para me acusar de nada. De nada! É alguém que caiu de páraquedas no futebol, ninguém conhece o passado dele. E tem razão quando diz que o futebol evoluiu muito. É verdade. Antigamente, dizíamos com certa graça, eram inteligências de carteira, e falavam bem, isto é, tinham dinheiro e grandes automóveis, hoje não é preciso isso, pois as SAD têm e dão aos administradores carros topo de gama e cartões dourados», começa por dizer. E deixa algumas ironias no ar quando se fala em… futebol moderno. «O futebol evoluiu, pela primeira vez percebi que é importante estar no banco e distrair as atenções de todos a ver jogos de hóquei em patins e andebol através de telemóvel, mandar mensagens, acho que é uma boa evolução para o estado de espírito de um banco. Percebi que, importante e moderno, é os presidentes irem para discotecas fazer sessões de promoção do clube, de copo na mão. Percebi tudo isso, uma evolução enorme», atira. E prossegue: «Percebi também que há presidentes que jogam à bola nos corredores antes dos jogos, momentos antes das equipas entrarem em campo, para ajudar à descontração, é uma inovação… Que os presidentes fazem ataques e desestabilizam constantemente os clubes. Foi assim desde o Marco Silva e todos os sportinguistas se lembram. Houve uma evolução, concordo com ele. Agora se é positivo ou negativo não sei.»

Octávio Machado deixa ainda entender que Bruno de Carvalho inveja os que têm maior protagonismo do que ele. «O futebol evoluiu, os jogadores e os treinadores deixaram de ser os protagonistas, e passaram a ser alguns presidentes, que andam à procura de protagonismo, invejam quem o tem, não conseguem suportar as manifestações de carinho e justiça para com aqueles que servem a instituição com dedicação todos os dias», defende o antigo dirigente leonino, aproveitando para fazer algumas alterações no seu discurso, trocando «falta de coragem» por «cobardia pura». «O que ficou à vista, e eu tinha dito que ele não tinha tido coragem de dizer as coisas na minha cara, é que hoje sou obrigado a dizer que o fez por cobardia pura. Não foi falta de coragem. Foi cobardia pura!
Queria que me dissesse a mim o que disse, mas não é capaz», acrescenta.

Octávio Machado recorre ainda a outro exemplo para defender a sua opinião. «Tal como não foi capaz de responder ao Luís Filipe Vieira quando na sua casa, em Alvalade, a seguir ao Sporting-Benfica, fez declarações que efetivamente mereciam uma resposta à altura», lembra o Palmelão. Para Octávio Machado, «Bruno de Carvalho não é um leão, é um gatinho, um miau miau» … «Ou um passarinho, como quiserem. Um passarinho muito pequenino, basta ver o currículo para perceber os erros e as vezes em que foi um passarinho. Podia aprender, como muitos aprenderam, a minha intenção era que aprendesse. Evoluiu alguma coisa, já não tem atitudes como tinha quando chegámos, foi sempre muito educado, mas de vez em quando tem uns desequilíbrios emocionais que alteram profundamente o comportamento para com aqueles que servem o Sporting com dedicação e empenho, que são premiados com o Prémio Stromp, e todos nos lembramos quando ele disse que o Manuel Fernandes foi o pior profissional que passou pelo Sporting, um ídolo e referência do clube mereceu da parte dele este tipo de referências», argumenta Octávio Machado. E conclui o antigo dirigente, sem se deter: «A mim não me preocupa o que ele possa dizer, não conheço o seu passado, não sei o que é que ele já fez. Nunca falei sobre isto. O que posso dizer, e vou fazê-lo pela primeira vez, é que os sportinguistas perderam oportunidade de festejar o título no Marquês, e estava tudo bem encaminhado, a própria comunicação dizia, e com razão, que o futebol do Sporting comandava a comunicação, e que no Benfica era a comunicação que comandava o futebol. A partir do segundo terço, o senhor Bruno de Carvalho, através de uma reunião, com muitos convidados, fez uma inversão na comunicação do Sporting, pensando que as coisas estavam ganhas, e acabou com os resultados que se viram», defende o ex-diretor geral para o futebol profissional dos leões. E prossegue: «Bruno quis protagonismo, abdicou da experiência e sabedoria de quem conhece, pois o futebol tem momentos, e na parte final, para tentar salvar as coisas, dei uma conferência de imprensa, e todos se lembram, para inverter a situação, mas já não fui a tempo».

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